Como a liderança feminina atua e impacta o cenário mercadológico atual? Durante muito tempo foi atribuído aos homens um melhor preparo para ocupar posições de liderança – mas isso mudou. Hoje, se você quiser tornar uma equipe coletivamente mais inteligente, contrate mais mulheres.

Em palestras que faço mundo afora, sempre menciono quatro verdades que fazem parte das nossas vidas.

A primeira é a impermanência das coisas, ou seja, depois de um tempo, tudo tem um fim.

A segunda, é que sempre estaremos pagando impostos.

As outras duas são a consequência da internet ter se tornado o principal padrão de comunicação e interação entre as pessoas, desencadeando um movimento colaborativo no qual raramente fazemos algo sozinhos e somos desafiados a administrar mudanças constantes.

Entre as muitas transformações, houve uma mudança de paradigma no que diz respeito a questão da liderança. 

Liderança feminina: a positiva influência da mulher em cargos de liderança

Durante muito tempo foi atribuído aos homens um melhor preparo para ocupar posições de liderança – porque pensava-se ser exclusividade deles a capacidade de atuar sob pressão. Acreditava-se que as mulheres seriam muito emotivas para essa posição.

Cabe questionar se a crise econômica que vem nos afetando nos últimos anos não teria sido efeito de uma overdose de testosterona. As finanças e as decisões políticas, ambas orquestradas por homens durante muitas décadas, romperam o limite da racionalidade, evidenciando um excesso de ambição e ganância.

No contraponto, há mais uma verdade se configurando: o mundo está ficando cada vez mais feminino, e isso é muito bom. 

Liderança feminina

Características e qualidades da liderança feminina

Nesse cenário, o perfil de liderança exigido pelo mercado passou a ser muito mais colaborativo.

Dotadas de uma perspectiva de sensibilidade, intuição e acolhimento, as mulheres, num ímpeto empreendedor, passaram a ocupar posições de destaque nos conselhos administrativos das empresas, na Presidência da República e em outros assentos governamentais, tomando decisões que afetam diretamente a vida das pessoas e de países.

E não é justamente essa inteligência emocional o valor que precisamos agregar às nossas relações na atual conjuntura de incertezas ao redor do mundo?

Diante do poder das redes sociais e da disseminação da informação, não se espera que o modelo de gestão autoritário, hierarquizado, pré-estabelecido, venha a sobreviver, pois é evidente que é cada vez menos eficaz na capacidade de engajar colaboradores. 

Liderança feminina e o mercado de trabalho: contrate mais mulheres

Recentemente li um artigo sobre um estudo conduzido pelos pesquisadores Anita Woosley e Thomas Malone, publicado na Revista Harvard Business Review, no qual eles concluem que as equipes de trabalho com maior número de mulheres são equipes mais inteligentes.

Entretanto, observo que por muito tempo as mulheres foram induzidas a acreditar que, para alcançarem o sucesso, elas deveriam copiar o comportamento masculino, tomando-o como exemplo executivo.

Mas isso mudou.

Agora, se você quiser tornar uma equipe coletivamente mais inteligente, contrate mais mulheres.

É a habilidade feminina de intuir os valores sociais coletivos que dará o tom das grandes lideranças e fará com que as equipes e colaboradores atinjam um desempenho melhor.

Conclusão…

As melhores qualidades presentes no DNA feminino são: sensibilidade social, sintonia colaborativa, resiliência, paixão e inteligência emocional. O mundo precisa dessa energia sutilmente amorosa, feminina… generosamente provida em abundância pelas mulheres.

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