Nós já vivemos hoje em um mundo melhor. E o marketing de causa tem muito a ver com isso. Chocado com essas “revelações”? Dê a si mesmo um minuto para refletir – ou três, lendo esse artigo.

Estudos apontam que 86% dos consumidores acreditam que as empresas deveriam se engajar em causas sociais (2018 Shelton Group’s ‘Brands & Stands: Social Purpose is the New Black). E 64% dos que avaliam que essa é uma condição extremamente importante dizem se sentir mais motivados a comprar produtos e serviços ligados a uma causa. Os investimentos corporativos em marketing de causa devem atingir US$ 2,2 bilhões este ano (IEG Sponsorship Report).

Entre um indicador e outro, estamos nós, profissionais de marketing e comunicação, que, motivados por nosso propósito particular, atuamos hoje não para encontrar uma causa para o cliente, mas um cliente para uma causa. As causas são demandas que já estão dadas e integram o principal desafio da humanidade: o desenvolvimento sustentável.

Dentro do mindset ecossistêmico impulsionado pelas novas gerações está um ciclo virtuoso: pessoas com novos valores demandam empresas com novos valores. Em qual parte dessa economia circular os produtos e serviços do nosso cliente se encaixam? Quando encontramos a resposta, somos capazes de criar ações de marketing de causa incríveis, cujo impacto e alcance contribuem positivamente para atender às demandas sociais e garantem empresas economicamente sustentáveis, que podem continuar investindo em novas ações.

Considerada a precursora das campanhas de marketing de causa no mundo, nos anos 80, a American Express conseguiu arrecadar quase US$ 2 milhões para a reforma da Estátua da Liberdade com uma proposta simples: cada cartão emitido gerava US$ 1 para a causa e cada transação realizada por ele, US$ 0,01. Além do valor expressivo obtido, a emissão de novos cartões aumentou quase 50%. Com a evolução tecnológica e o advento da internet, a possibilidade de empreender essas ações ganhou dimensão global.

A iniciativa social (RED), encabeçada pelo cantor Bono e dedicada a arrecadar recursos para o Fundo Global de combate à Aids, tuberculose e malária, já arrecadou mais de US$ 600 milhões e impactou cerca de 140 milhões de pessoas. Os recursos são todos provenientes da aquisição de produtos disponibilizados pelas empresas parceiras, disponíveis inclusive no site da Amazon. Qualquer um pode comprar, em qualquer lugar do mundo. A tecnologia, nesse contexto, surge para nos tornar mais humanos, quebrando paradigmas e empoderando agentes de transformação: companhias, consumidores, eu e você.

A Starbucks é uma dessas empresas parceiras e que encontrou sua causa: ao aderir à (RED), a compra de seus produtos contribui para erradicar doenças recorrentes nos países menos desenvolvidos, como a África, onde várias comunidades de plantadores de café fornecem a matéria-prima para a empresa.

Um outro exemplo é o projeto Dialogando, uma iniciativa da Vivo em parceria com a agência Digitale. O portal reúne conteúdos de qualidade e fácil disseminação relacionados aos mais diversos temas ligados ao uso consciente da tecnologia e seus impactos na vida das pessoas, possibilitando conexões que transformam e melhoram a experiência do usuário.

Faz todo sentido, certo? Tanto quanto a Coca-Cola contribuir para a preservação dos ursos polares, um ícone da marca, ou a Procter & Gamble reverter parte da venda de fraldas para custear vacinas, em parceria com a UNICEF. E é nesse momento, quando tudo se encaixa, que a gente descobre que encontrou a causa certa para o cliente certo, concretizando nosso propósito de atuar como agente de transformação. É ou não é um mundo melhor?

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